quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Vadia

Uma vadia adolescente, uma vadia deprimida, uma vadia inteligente, uma vadia tímida, uma vadia cretina.
Eu sei quem você é, sei o que você pensa, sei o que você sente, tenho ânsias, náuseas, não me toque nunca mais, sua puta destrutiva, não sorri para mim, engole o choro falso, ou melhor, chora, para de fingir que nada te atinge.
Você trepa com o mundo, melancólica e bondosa, só aparece quando solicitada, é o tipo de mulher que não causa problemas, não pede dinheiro, não pede amor, não pede compaixão, vadia por convenção, por isso te desprezo, inútil, descarga de porra, por que perco meu tempo? Não dá a mínima para as merdas que falam de você, para as merdas que fazem com você, a voz sempre doce, um riso distante, não reclama de nada, o mundo cospe na tua cara; você sorri.
Mantém o silêncio, não procura as pessoas, não faz furdúncio, não fala alto, é quase inacreditável, não parece uma vadia, engana bem, ou engana a si mesma? Você é uma viajante no tempo, o vai e vem do corpo, o vai e vem na vida,
É medo de ser odiada? É medo de ser amada? É medo de ser machucada? Não sei, também não quero saber, não da para saber porra nenhuma! Olha no espelho, abre bem os olhos e olha tua alma, procura algo realmente verdadeiro aí dentro, revira esse lixo, há muitas respostas que não quer ouvir, abre seu coração, não suas pernas, ou melhor, ABRA... Seu depósito de porra, eu te amo, te amo com toda minha falta de inteligência emocional, há uma falha no cérebro, uma falha no caráter, mil falhas no corpo.
Pare de aparecer no espelho todas as vezes que olho para ele, eu não sou você, não quero ser você, pare de dizer que estou ficando louca, sou feliz quando estamos separadas, sou feliz sem tuas lâminas, sou feliz sem tuas bebedeiras, sou fraca sem tua força, mas posso superar.

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