domingo, 5 de agosto de 2012

Amor Distante.



Eu amo você, mas o amor as vezes não é o suficiente. Você me deixa com tanta fome, estamos sozinhos. Solitários. Eu preciso dizer adeus, um adeus que já foi dito pelo seu coração. Queria nunca ter te conhecido, talvez assim meu corpo não chorasse de saudades suas.
Passo os dias a chorar sozinha, a lamentar sua distância, meu sorriso é tão frágil, seu cheiro no meu travesseiro me faz encolher como uma criança com medo do bicho papão, tenho medo de ficar sempre assim tão só, mendigando as migalhas que você me dá.
Planejamos uma história tão bonita, cheia de imperfeições, mas ela se tornou uma perfeita chatice, poucas palavras, muitos desencontros, nenhuma imaginação, nada de aventura, é uma completa solidão a dois.
Somos tão diferentes? Minha vó dizia que os opostos se atraem, mas não continuam. Eu não quero seu meio amor, quero algo que me tire o fôlego, que me faça chorar de ciúmes, de raiva,  não de solidão.
Possuo um coração carnívoro, se fica com fome começa a me devorar de dentro pra fora, toda vez que ele  grita de fome e você não ouve, sinto seus dentes vorazes rasgando minha pele, sugando meu sangue, devorando meus órgãos, devora o amor que tenho por ti, feridas vão se criando por todos os lados, tudo que sinto vai se transformando em dor, o meu belíssimo sentimento vai se esvaindo, vai sendo sugado pelo órgão esfomeado.
Se o amor começa morno ele acaba precocemente congelado, o vento gelado da noite vem soprando amargas palavras, diz que devo deixa-lo.
- Por que amas algo que lhe trás tanto sofrimento? É sensato partir.
- Ainda há esperança, quem sabe meu amor não incendeie suas brasas?
- Tristes esperanças que as pessoas tem ao amar.
- Vá-se embora, deixe-me dormir.
- Aconchegue-se com  a saudade de um homem que não estás a sentir sua falta nesse momento. Você ama pelos dois.
- Não importa, no fim sou só uma menina, não sei o que é o amor.
- Julieta tinha treze anos.
- Só se morre de amor no cinema.
- Na vida real a cada amor perdido, uma parte do teu coração morre, cuidado menina. Seu coração podes morrer cedo demais!
Fecho os olhos como se isso evitasse que a voz do vento chegasse aos meus ouvidos, voz que na verdade vem de mim, da minha dor, das minhas dezesseis primaveras, dos meus vários amores fracassados.

Eu te amo, as vezes parece que amo um fantasma, ainda sim eu amo. Vivo um amor imaginário? Seria menos doloroso saber que é apenas um de meus devaneios, curo loucura com mais loucura, no entanto, você é real, abri mão da minha insanidade por você, não tenho para onde fugir, quem sabe para onde o próximo trem pode me levar? Adeus. Meu amor, meu homem, meu bebê, meu amante, ah como eu te amo!

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