sábado, 28 de julho de 2012

Amor Cruel


Todas as noites a solidão deita-se comigo, seus beijos ácidos me fazem dormir e ter pesadelos infernais. Para mim o trem nunca esteve nos trilhos, me relaciono com a vida de uma forma muito intensa, nunca estamos em paz, é uma grande guerra psicológica, sou tão submissa aos seus desejos, seus dedos laminados vivem me tocando, enquanto sangro ela sussurra em meus ouvidos. - Você é minha! Sua puta! Quantas vezes já implorei pela morte? Palavras vagas,gritos dementes, desejo falso, toda vez que confronto a morte, paro no meio do caminho, o corte nunca é fundo demais, o remédio nunca é o suficiente, são indícios de que sou cruelmente apaixonada pele vida, e ela sabe disse, trata-me como sua cadelinha, me diga, por que eu? Por que você me escolheu para ser sua garotinha? Esperando você cuspir a resposta na minha cara! Jogou-me entre os humanos mais fétidos, esfregou meu rosto nas histórias mais ásperas, deu-me uma sensibilidade perturbadora, quais seus planos? Eu exalo vida, sim, eu exalo você,sentimentos que são granadas, pensamentos enlouquecedores, os lábios   com sabor de dor, provei a dor de todas as formas possíveis, o que mais você quer de mim? Isso nunca vai ter um fim? A morte me assombra, mas você e suas grandes garras afiadas despedaçam-a sempre, se você realmente me ama, por que não me deixa ir sua desgraçada? Meu grande amor desgraçado, nós choramos, nós gritamos, sou seu corpo relutante. Sou o bode expiatório que você usou para poder enlouquecer sem ser descoberta, afinal é difícil carregar um doido nas costas né? Eu nunca tive escolha, sou sua escrava, escrava da vida, o que me resta fazer então? Tirar a roupa, e esperar seu abraço quente e doloroso, vamos me faça sangrar!

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