domingo, 24 de junho de 2012

Dor de Escritor.


E todo escritor é feito de dor. É assustador como as palavras fluem no papel quando a tristeza está destroçando meu peito. Possuo uma alma infeliz, ganhei de presente da vida, vez ou outra dá um nó na garganta, então preciso escrever, escrevo para sobreviver. É isso ou morrer, sou a menina de coração partido, a menina que nunca dorme, a que não sabe amar. Tudo que toco derrama lágrimas  tempos depois, pobres homens que tentam me fazer feliz, o único defeito de vocês é amar alguém como eu. O outro lado da moeda não é muito diferente, pobres dos homens que eu tento fazer feliz também. Tudo isso é tão clichê, textos repetitivos, sentimentos parecidos, meu sorriso está cansado, e a mente não para de sonhar. Os lábios desejam gritar, minha única salvação é de fato escrever. Sou como qualquer outro ser humano, ser infeliz não me faz melhor do que ninguém, só me torna mais literária, e talvez por isso as pessoas fiquem impressionadas. Palavras revelam mais do que deveriam, demonstram pequenas porções humanas, destroem nações e corações. Tudo que tenho para mostrar vocês já conhecem, só fingem que não viram, ou  veem de forma dócil, corriqueira, trágica? Sofrer não é uma fatalidade, é um dever, uma honra, uma sina. Você da e recebe, poupa e é poupado. Assim é a dor? Assim é o amor? Assim é a derrota? Seria tudo a mesma coisa? Chora no meu colo, e me deixe chorar no seu. Amanhã nenhum de nós estará aqui para contar história. O dia morre, a noite nasce, o dia nasce, a noite morre, e com ela todas memórias.



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