sábado, 26 de março de 2011

Distante da vida

















Distante,distante da vida, a morte se aproxima o sangue escorrendo dessas feridas.O fim parece calmo, até posso escutar as agonias do meu coração se apagando.
A faca na minha mão vem para finalizar esse sofrimento,cheiro forte, petrificado eu meu corpo, esse líquido dói,mas não aqui fora, mas lá dentro, minha vida está queimando.
Perfuro minha barriga, meu braço , meu peito,jorrando sangue,gemidos de dor, olho para cada ferida, brilhando sobre minhas mãos.Como lateja monstruosa  é cada facada que dou em mim.
Mas um sorriso mortificado salta em meus lábios , o que tanto desejei o fim da minha vida,a morte pareceu a mais desejada possível, apagando-me desse pesadelo para dormir no nada.
Além da morte existe um inferno corroído, onde são queimadas almas inertes, paralisadas, choram baixo,umas pedem a vida outra pedem uma morte mais precisa ainda.
Lembranças são uma dolorosa canção, o verdadeiro inferno, seria a morte um lamaçal de lembranças?Brincadeiras a parte o céu é uma ilusão , vamos sofrer a qualquer custo, não chore , pois lá lágrimas viram um querosene para o remorso.
Remoendo o passado esse é o fim de nossos dias,ficamos lá queimando o nada, inexistente.E em vida queimamos nós mesmos, vida cheira a cinzas humanas.

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